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Entenda a relação do Magnésio e do Ômega 3 sobre o tratamento da Depressão e Ansiedade

A depressão e a ansiedade estão associadas à estrutura dos neurônios e às funções dos neurotransmissores. A vista disso, diversos precursores dietéticos apresentam relação na modulação de neurotransmissores no tratamento dessas doenças.

Por isso, cada vez mais tem se investigado a relação que os nutrientes ou a falta deles tem sobre o surgimento dos sintomas de ansiedade e depressão.

Nossa matéria de hoje tem o objetivo de apresentar dois dos principais precursores dietéticos com ação comprovada na modulação de neurotransmissores, além das vitaminas B12 e B9 e o triptofano, que atuam especificamente nas doenças de depressão e ansiedade: o Ômega-3 e o Magnésio.

Falta de nutrientes x Desordens Mentais

De acordo com a nutricionista e mestre em neurociências Selma Dovichi, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), quando o fornecimento de nutrientes é reduzido, o sistema nervoso tenta se adaptar para realizar todas as funções dentro da normalidade, mas, mesmo assim, ele não consegue manter todas as atividades em pleno funcionamento. A consequência disso está na menor oferta de neurotransmissores e falhas na comunicação entre os neurônios. Essas alterações podem levar á alterações no humor e disposição e até mesmo à desordens mentais como a depressão.

Ômega 3 com DHA e EPA Concentrado

O Ômega-3 tem especial afinidade com o cérebro, por fazer parte da sua constituição. A membrana dos neurônios é revestida por Ômega-3, que é um tipo de gordura “boa”, com isso, a estrutura dos neurônios torna-se mais fluída e as células nervosas se comunicam com maior facilidade. Algumas pesquisas até sugerem que, em casos graves de depressão, a suplementação de Ômega-3 seja bem-vinda.

Outra característica do Ômega-3 é que ele é um nutriente anti-inflamatório. Quando o organismo fica em estado de inflamação, há a inibição do fator neurotrópico, que é responsável por estimular a formação de novos neurônios e isso poderia desencadear os aspectos depressivos. Com a ação anti-inflamatório exercida pelo Ômega-3 esses aspectos desencadeados pela inflamação, poderiam ser evitados.

Os principais ingredientes do Ômega 3 é o DHA e o EPA. Na verdade, você ingere o Ômega 3 em razão destes dois ingredientes, estas substâncias (DHA e EPA) são o porque do uso do Ômega. Então, sempre verifique a quantidade tanto do DHA como do EPA ao comprar seu suplemento de Ômega 3.

Magnésio

A deficiência de Magnésio faz com que os canais de cálcio acoplados a N-metil-d-aspartato (NMDA) sejam tendenciosos para a abertura, causando lesão neuronal e disfunção neurológica, que podem desencadear a depressão.

O primeiro relatório de tratamento com Magnésio para depressão foi publicado em 1921, mostrando sucesso em 220 de 250 casos. No estudo de Spasov et al. (2008), eles concluíram que se o Magnésio for removido da dieta, isso resultará em sintomas de ansiedade e sintomas depressivos. Outro estudo realizado em 2008 mostrou que o Magnésio era tão eficaz quanto a imipramina que é um tipo de antidepressivo no tratamento da depressão em diabéticos e sem nenhum dos efeitos colaterais da imipramina. Em 2009 no estudo de Nechifor, observou-se que pessoas com depressão apresentavam baixos níveis de Magnésio nos glóbulos vermelhos.

Em uma análise utilizando-se a espectroscopia de ressonância magnética nuclear de fósforo, um meio preciso para medir o Magnésio cerebral, pacientes com depressão apresentaram baixo teor de Magnésio no cérebro.

Portanto, há evidências suficientes para relacionar a baixa ingestão dietética de Magnésio como um dos fatores desencadeantes da depressão. Ademais, a suplementação de Magnésio também parece ser efetiva na redução dos sintomas depressivos, que são relacionados ao estresse.

Dê preferência aos magnésio quelatos, como o Magnésio Dimalato que é ligado com moléculas de aminoácidos. Por que? Porque assim seu organismo consegue absorver melhor o magnésio, pois é mais fácil para o corpo “quebrar” a ligação entre o aminoácido e o magnésio e então absorver o magnésio.

Referências Bibliográficas

NECHIFOR, M. Magnésio na depressão maior. Pesquisa de magnésio: órgão oficial da Sociedade Internacional para o Desenvolvimento da Pesquisa em Magnésio.Vol.  22, n 3. 2009.

SPASOV, A. A. et al. Comportamento semelhante à depressão e à ansiedade de ratos alimentados com dietas deficientes em magnésio. Zh Vyssh Nerv Deiat Im IP Pavlova. Vol 58, n. 4, pp. 476-485. 2008

EBY, G. A.; EBY, K. L. Magnésio para depressão resistente ao tratamento: uma revisão e hipótese. Medical Hypotheses.Vol 74, n. 4, pp. 649-660. 2010.

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